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Transformação Digital

Digital Wellness

É engraçado como nos acostumamos a olhar o mundo através dos seus extremos. Sempre alguém deve ser o mocinho enquanto outro alguém assume o papel de vilão. No contexto da tecnologia, a abordagem segue a mesma lógica. Há aqueles que acham que vivemos no mundo dos excessos, onde desenvolvemos ferramentas para tudo e vivemos a vida sempre conectados. Enquanto, por outro lado, existe um outro grande grupo de pessoas que realmente acredita que vive no mundo da escassez. Escassez de ideais, escassez de valores, escassez de tempo e diria até uma escassez de vida real. Eu nem vou entrar no mérito dessa discussão e o quanto essa visão míope de realidade me indigna - não porque não gostaria, mas sim porque já fiz isso no meu texto anterior, é só você clicar aqui para ler esse desabafo. Mas hoje resolvi olhar essa discussão pela perspectiva do copo meio cheio. 

Entre os extremistas, encontrei pequenas evidências de uma galera que, assim como eu, aprecia os 50 tons de cinza entre as realidades preta e branca que o mundo tenta nos convencer da existência. Entre os hiperconectados e os analógicos de carteirinha, encontrei um movimento que muitos vêm chamando de Digital Wellness (no bom português: bem-estar digital). Abandonando um pouco a nomenclatura gourmetizada, nada mais é do que uma perspectiva que deixa de lado a ideia do tudo ou nada e investe em uma abordagem mais equilibrada quando o assunto é internet. 


Na prática, alguém parou dois segundos e pensou: "O que o excesso promovido pela internet pode ajudar na minha sensação de escassez?" 


Se a escassez é de tempo, desenvolvemos soluções digitais que nos ajudam a administrar nosso tempo melhor. Se a escassez é de ideais, desenvolvemos soluções digitais que nos auxiliam a parar em meio ao caos para respirar e quem sabe assim tornarmo-nos mais conscientes das nossas atitudes do presente. Inclusive, se a escassez for de vida real, desenvolvemos soluções digitais que nos questionam sobre o próprio tempo que dedicamos a esses mesmos dispositivos. Sim, estou falando de aplicativos de meditação, corrida, planners digitais, dashboards que contabilizam suas horas online, redes sociais mostrando seu tempo de uso, entra aqui até aqueles lembretes de beber água, entre tantas outras soluções que permeiam nossas rotinas. Uma vez ouvi que não criamos robôs para torná-los mais felizes, desenvolvemos tecnologias para facilitar a vida dos humanos - é óbvio, mas te garanto que tem muita gente que esquece disso. Mas enfim, adorei essa perspectiva e passei a lembrá-la sempre que desenvolvemos soluções digitais para nossos clientes. 

Questionar para onde caminha a humanidade quando se precisa de tantas ferramentas para coisas tão banais do nosso dia a dia se torna necessário? Claro! Mas isso é pauta para outro artigo. O importante é entendermos que, sim, estamos ficando mais críticos com a nossa relação com a internet. Para as empresas, vale o alerta de que não somos mais puramente seguidores - e do fundo do coração, espero que isso não seja mais novidade. 

Nós, consumidores, estamos cada vez seletivos com relação às nossas atividades e onde gastar nosso tempo. Vamos nos vincular com aqueles que realmente se provarem necessários. Sim, caro leitor, o jogo realmente virou por aqui. Não estamos mais falando sobre limites impostos pelo contexto, pelo mercado, pelas empresas ou muito menos pela tecnologia. Assumimos as rédeas das nossas vidas e quem dita as regras, finalmente, passou a ser nós mesmos. E é aí que está a singularidade desse movimento. 

Você está atento aos limites que seu consumidor está te alertando? 


Por Gabriela Fernandez.

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