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Transformação Digital

Influenciadores digitais e influenciadores virtuais

Não sou do tempo de quem colecionava "O Pasquim", mas confesso que na minha adolescência visitava bibliotecas públicas em busca de exemplares raros do famoso jornal. E logo com meu primeiro salário trabalhando como menor aprendiz em uma rádio, não hesitei em comprar o livro "O Pasquim Antologia" - coleção que trazia o melhor e, lógico, o mais transgressor do periódico publicado nos anos de chumbo. Depois de completar toda coleção, me joguei em garimpar outros títulos, como a revista “O Cruzeiro” que, lamentavelmente, deixou de circular em julho de 1975.


Voltando agora a um passado não tão distante, as radionovelas e o surgimento de ídolos como Mário Lago, Cauby Peixoto, Emilinha Borba, Paulo Gracindo, Janete Clair fizeram a cabeça de uma geração, influenciando e contribuindo para a mudança de comportamento de todo um país. E depois logo surgiu a TV Tupi. E por lá passaram tantos influenciadores que seria impossível descrever aqui todos os grandes "influenciadores televisivos" (se assim podemos descrevê-los) que fizeram e fazem parte da televisão brasileira.


Aonde quero chegar com isso? Quero aqui trazer esta reflexão: os influenciadores sempre existiram e sempre vão existir. Reflexo indiscutível do nosso tempo é o mobile e a importância dos "influenciadores digitais" para a construção de uma estratégia de comunicação e venda. Uma pesquisa da Tomoson com profissionais de marketing dos Estados Unidos revelou que 92% consideram o marketing de influência eficaz e, destes, 22% adotaram o influencer marketing como uma nova opção e o consideram como o mais eficaz na aquisição de cliente.

 

Hoje, estamos nos movendo para uma nova era, em que não vamos mais interagir por meio de texto (como aqui vos faço). Estamos nos movendo para a interação humana virtual focada em interatividade, onde formatos em vídeo e áudio criados por meio de inteligência artificial vão fazer uma nova revolução.


Tal transformação, assim como as expostas acimas (jornais/revistas/rádio/TV/celular), se darão pela mudança de hábito de consumo de mídia, na qual as telas "planas" bidimensionais darão lugar ao entretenimento virtual, onde poderemos interagir com os protagonistas das histórias que envolvemos em um ambiente virtual e misto, sobreposto ao mundo real. Essa mudança acontecerá rapidamente, e uma grande tendência que se aproxima são os influenciadores virtuais.

 

A tecnologia não é prejudicial, é somente uma nova mudança, e um bom exemplo disso é a startup Virtual Influencer, que cria personagens (com a ajuda de um software de modelagem 3D) capazes de personificar valores de uma marca e se comunicar com o consumidor de uma forma surpreendente.

 

Tendo em vista que em um futuro muito próximo usaremos assistentes virtuais pessoais - muito provavelmente em relógios ou qualquer outro dispositivo tecnológico, as marcas precisarão se reinventar e criar uma representação de atendimento ao cliente dentro dessa nova realidade, uma espécie de embaixador ou uma unidade de entretenimento que tenha um relacionamento com seu público-alvo por meio desses recursos disponíveis. Imagine uma influenciadora virtual que, além de influenciar outros humanos, também possa exercer um diálogo com a Alexa e com a Siri.

 

Ou seja, os influenciadores sempre vão existir, desde cartunistas como Jaguar, jornalistas como Tarso de Castro e Sérgio Cabral e até um robô construído com inteligência artificial, como a robô Sophia.


Por Tiago Ribeiro.

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