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Transformação Digital

Profissões do futuro

Todos são pressionados a informar qual profissão desejam seguir desde pequenos. As crianças menores gostam de citar aquelas que têm um que aventureiro, como bombeiros, policiais e astronautas. Já as pessoas que começam a entrar na adolescência e com consciência de que precisam definir o seu futuro, partem para as profissões do dia a dia: engenheiro, professor, médico e outras tantas. E em 2030 ou 2050, o que será necessário para que o país ou o mundo continue funcionando? Quais são as habilidades que serão necessárias com as máquinas ocupando todos os espaços?


No momento atual, onde 13 milhões de brasileiros não têm emprego, outros 5 milhões deixam de procurar um trabalho desanimados com a situação do país e pelas negativas que encontram pelo caminho; além de outros tantos que estão preocupados com o que vai acontecer com a Reforma da Previdência e não têm ideia de que caminho seguir, ficando cada vez mais complicado  pensar qual carreira seguir e quais habilidades são necessárias para ela. O que todos dizem e escutam do mercado é da necessidade de saber lidar com um computador e ter, pelo menos, o conhecimento de uma segunda língua. Por isso, nem todos se mostram cientes que muitas das profissões que existem hoje não serão necessárias amanhã.


Existem várias instituições estudando quais são as profissões do futuro no Brasil e no mundo. Alguns desses pesquisadores dizem que não é necessário um diploma do ensino superior para várias delas, mas sim as habilidades que o indivíduo desenvolve durante sua vida. Seja como for, mudanças importantes virão por aí e diversas dessas profissões foram apontadas em levantamentos da Robert Half do Brasil (empresa especializada em recrutamento e seleção), do Center for the Future of Work (parte da Cognizant, uma das empresas líderes globais em serviços voltados para negócios e tecnologia) e de O Futuro das Coisas (divulgadora de conteúdos inovadores). O que todas as empresas dedicadas às pesquisas demonstram: é necessário ser cada vez mais humano para cuidar dos seres humanos e desenvolver as máquinas para o mesmo fim. Conheça algumas das profissões:


Detetive de dados – Ele pesquisa Big Data, ou seja, procura saber o que os dados têm a dizer. Para seguir este caminho, é preciso entender de matemática, finanças e data science.


Facilitador de TI – Analisa as tendências digitais e cria plataformas automatizadas para que seus usuários construam os próprios ambientes colaborativos. Para atuar na área, é preciso ter formação em TI, Ciências da Computação, Ciências Naturais, Administração de Empresas, comunicação e liderança.


Walker ou talker – São pessoas que devem passar o tempo com pessoas idosas através de plataformas online para escutá-los. É preciso ter mobilidade para visitar esses clientes em suas casas quando necessário.


Gerente de equipe humanos-máquinas – É responsável por desenvolver um sistema de interação para que os seres humanos e as máquinas conversem melhor. Precisa ter formação em Psicologia ou Neurociência e Ciência da Computação, Engenharia ou Recursos Humanos. Também é preciso conhecer UI e UX.


Alfaiate digital – Fazer com que as peças realmente fiquem bem nas pessoas através de medidas exatas. É preciso conhecimento em moda, design, artes, ter conhecimento comercial e de tecnologia.


Gestor de E-learning – É aquele que vai administrar as ações de ensino na empresa a que pertence. Será o responsável para escolher os profissionais que vão integrar a equipe, a plataforma de ensino, definir o conteúdo como também acompanhar e monitorar todas as ações de comunicação, aprendizagem e os resultados.


Consultor em transformação digital – Pessoa que vai repensar todo o negócio de uma empresa e fazer todas as readequações necessárias para que ela continue a existir no futuro. Vai demonstrar como será a mudança de cultura, promover o desenvolvimento de habilidades, avaliar todo o processo e medir o engajamento para que todo o processo flua bem.


Especialista em diversidade – A pessoa precisa compreender os fenômenos políticos e sociais em relação à discussão de gênero e diversidade. Para atuar na área é necessário ter formação em Ciências Sociais, Direito, Serviço Social, Pedagogia e Psicologia, e direcionamentos ao tema em cursos de pós-graduação. 


Humanizador de marcas e instituições – É aquele que gera um debate público sobre temas importantes e busca o ativismo corporativo. Humaniza a experiência da marca para clientes e colaboradores, criando um ambiente acolhedor e de bem-estar. É necessário ter formação em Psicologia, Comunicação, UX e Pedagogia; além de gostar de lidar com pessoas.


Especialista em Blockchain – Já é um profissional muito desejado, mas ainda escasso no mercado. Ele vai reinventar serviços e modelos de negócio, facilitando acesso a serviços básicos, como bancos e seguros saúde. Necessário conhecimentos em TI, principalmente, e direcionamento a Administração e Direito.


Especialista em simplicidade – O mercado busca pessoas que saibam simplificar processos, operações, serviços e produtos. É necessário capacidade analítica, foco em resolver problemas, conhecimento em Compliance e em design, e senso de conexões humanas.


Curador de memórias pessoais – Aos fãs de Black Mirror, as experiências que puderam ser assistidas durante o episódio de San Junipero se tornam reais com essa profissão. Com a velhice, as pessoas podem sofrer de doenças degenerativas e chegar a perder a memória. Esse profissional será um curador das lembranças dos idosos e manterá aquilo que for agradável e necessário. Através de tecnologias como VR e AR, recriará essas memórias. É preciso entender de tecnologia, design e programação.


O mais importante para todos, sejam aqueles que ainda estão escolhendo o que seguir como profissão ou para profissionais que querem mudar ou sentem que seu futuro está inseguro pelo domínio das máquinas, é estudar. Buscar novas alternativas na área em que atua, readequar suas habilidades para novas funções ou até mesmo ir atrás de algo completamente novo.


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