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Branding

Storytelling funciona ou é só a gourmetização da propaganda?

Você já reparou quantas vezes por dia é impactado por novas ideias? Seja uma ideia de prato para preparar no jantar que chegou via Whatsapp ou até mesmo um e-mail do seu colega com um insight para a reunião de amanhã. 

A verdade é que, o tempo todo, nós somos bombardeados por informações de todos os níveis, em todos os ambientes. Mas o que faz você lembrar do que eu postei às 8 da manhã sobre a minha viagem do fim de semana, ao invés de lembrar algo sobre a apresentação que seu chefe acabou de fazer? A resposta está no famoso storytelling.

Desde sempre, boas histórias são capazes de reunir os mais diversos tipos de pessoas durante horas e horas ao redor de uma fogueira. Tudo bem, talvez hoje essa fogueira tenha sido trocada por algo, vamos dizer, um pouco menos romântico, o celular. Mas o conceito ainda é o mesmo. 

Um bom storytelling é capaz de gerar empatia. Sempre que uma pessoa se conecta à sua história, há um investimento emocional por parte dela, e é aí que a mágica acontece, sua história deixa de ser só mais uma história e passa a criar um laço emocional com quem está do outro lado. 

Quer ver um ótimo exemplo? Quando a gente se apaixona por alguém há um investimento emocional gigantesco e ele não acontece por motivos racionais, “ah, vou me apaixonar por ele, porque ele é sincero”; “ah vou me apaixonar por ela, porque ela vai cuidar de mim quando ficarmos mais velhos”; você se apaixona, porque aquela pessoa te faz sentir algo a mais. E essa sensação é suficiente para permitir que você invista seu emocional na relação. 

É exatamente isso que um storytelling de sucesso consegue fazer. Ele cria laços emocionais entre marcas e pessoas, fazendo com que elas passem a comprar aquele determinado produto ou serviço por motivos não racionais. Quando você cria um storytelling poderoso, agrega outro tipo de valor ao que está vendendo, agrega emoções: liberdade, aceitação, compaixão. E isso é impossível de ser medido ou valorado.  

É aí que nascem os consumidores fiéis. Aqueles que não vão trocar a sua marca simplesmente por outra de valor menor ou mais moderna, porque eles estão emocionalmente conectados a ela. 

Desenvolver um bom storytelling não é fácil, mas é totalmente factível. Algumas premissas são:

  • Foque em emoções reais. Mesmo em storytellings de ficção, os mais loucos possíveis, o seu protagonista precisa transmitir emoções conhecidas pelo público, para que as pessoas possam se relacionar a elas e criar empatia;
  • Desenvolva um storytelling consistente. Não fique pulando de galho em galho, mudando o seu discurso e suas crenças. Escolha um tema, uma emoção, e bata nessa tecla até todos acreditarem naquilo também;
  • Use a verdade sempre que possível. Há algum tempo as pessoas já estão descrentes da propaganda e, por mais que ela mude de forma, o preconceito já está estabelecido. Portanto, um storytelling que usa pessoas ou acontecimentos reais, sempre tende a ser mais poderoso e impactante. 

No fim, você só precisa contar uma boa história para manter todo mundo ao redor da fogueira por mais tempo. 


Por Natália Mamede.