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Transformação Digital

Tecnologia de Leitura de mentes

Quando se fala em ler mentes, muitos se lembram do professor Charles Xavier e o cérebro que ele criou para ampliar seus poderes paranormais. Hoje isso deixou de ser paranormal para se tornar tecnológico. Muitos governos, como o dos Estados Unidos, e empresas já dominam a “arte”. Tanto que ainda não existe nenhuma lei para impedir que a agência de segurança nacional (NSA) norte-americana ou algum outro órgão deixe de espionar o cérebro das pessoas ou que inibam empresas de coletar dados cerebrais e vendê-los a terceiros.


Elon Musk, o empreendedor e visionário sul-africano, CEO da Tesla e da Space-X, tem outra empresa para chamar de sua, a Neuralink, que anunciou em agosto deste ano que testes em seres humanos vão avançar para um dispositivo implantável que tem a capacidade de ler a mente do usuário. Ao mesmo tempo, cientistas da Universidade da Califórnia de São Francisco divulgaram resultados de um estudo feito em parceria com o Facebook, onde é possível usar tecnologia de ondas cerebrais para decodificar a fala. 


Outros movimentos do mesmo estilo acontecem pelo mundo, como a Nissan e sua tecnologia brain-to-vehicle, que tem como objetivo interpretar os sinais do cérebro do motorista. E até mesmo a Nielsen já usa aspectos da neurociência para capturar figuras inconscientes da tomada de decisão do consumidor. Dando um pulo na linha do tempo, já pensou em estar com fome e desejar comer um Big Mac e, minutos depois, um lanche chega com drone no conforto da sua sala? Ou resolver dar um passeio no shopping e entrar em uma das poucas lojas que têm vendedores humanos e dar um sutil toco mental para não ser perturbado e o tal do vendedor chato dar meia-volta?


Mas voltando a Elon Musk, seus estudos não são exatamente altruístas, mas comerciais. Ele concentrará um ensaio clínico em pacientes com paralisia completa devido a uma lesão na medula espinhal superior. E o objetivo é que o mecanismo implantado permita que o usuário controle virtualmente qualquer dispositivo de um smartphone a um veículo elétrico apenas com sinais captados de sua mente. Sua esperança é de que todos acabem usando pelo menos uma versão do mecanismo que está desenvolvendo para trabalho ou controlar coisas do dia a dia do usuário.


Especialistas alertam que é importante uma regulamentação para tal tecnologia, pois pessoas que acabam usando esses dispositivos para uma finalidade específica podem acabar entregando dados que não são necessários a terceiros ou até mesmo à empresa que fez seu implante. Como muitos países estão discutindo leis de proteção aos dados da pessoa física às grandes empresas, este item poderia ser levado em conta. 


Já pensou poder mudar o canal da TV ou pular a introdução daquela série no Netflix, apenas com o poder da mente?


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