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UGC: User Generated Content


Atualmente somos cada vez mais bombardeados em reuniões e nos noticiários por siglas (LTV, CAC, CPC etc), sem contar as siglas que evoluem (ROI que virou ROAS, LGBT que virou LGBTQ+), ficando super difícil lembrar o significado de todas. Uma das siglas que vem sendo bastante utilizada atualmente, principalmente no mercado norte-americano é o UGC. Mas afinal: o que é o UGC? O significado de UGC é User Generated Content, ou seja, conteúdo gerado pelo usuário em suas redes sociais, fóruns de discussões e nos depoimentos sobre os produtos nos sites e blogs.

Diversos debates já vêm acontecendo no mercado norte-americano sobre a evolução do processo criativo e estratégico em função das opiniões dadas pelos clientes e prospects. No último Glossy Summit, em Miami, empresários dos segmentos de moda, beleza e mercado de luxo discutiram como o mercado está se transformando e como o poder da criação passou das marcas e dos designers para os consumidores. Em alguns depoimentos desses empresários, pode-se notar a utilização dos reviews em fotos para criação de novas roupas. Uma marca de cosméticos, por exemplo, estava lançando novas cores e fragrâncias dos produtos baseados nos comentários das redes sociais e nos depoimentos de seus clientes nos reviews dos produtos em seu site.

Apesar de a sigla ainda não estar tão difundida no Brasil, algumas empresas e marcas já estão utilizando do conteúdo gerado pelos usuários para seu sucesso. Um bom exemplo de marca que está trabalhando com foco total em dados é a Amaro. Com informações coletadas nas redes sociais e em suas transações digitais, a empresa remodelou todo seu processo de criação, saindo do processo tradicional das empresas de moda, que demoravam de 9 a 16 meses para o lançamento de uma coleção e que agora dura de 8 a 12 semanas. Com a ajuda dos dados, a Amaro deixou de olhar apenas para as passarelas das “Fashion Week” pelo mundo e passou a olhar para o seu mercado regional, o frio da cidade de São Paulo ou as melhores peças para o signo que está por vir. Com esse e outros ajustes para se adequar à transformação digital, a Amaro tem conseguido grandes resultados, por exemplo, aumento de 43% no seu LTV (Life Time Value), diminuição do CAC (Custo por Aquisição de Cliente) e aumento do NPS (Net Promoted Score).

Mas não é apenas no segmento de moda que estão usando o conteúdo dos usuários para se ter sucesso. Outro ótimo exemplo de marca que está trabalhando com conteúdo colaborativo nas redes sociais e está se tornando uma referência no setor é o Ministério do Turismo, em seu perfil no Instagram (@mturismo). Usando, na grande maioria, fotos de usuários comuns nos principais destinos do Brasil, tem conseguido divulgar as principais localizações, não com imagens de banco, e sim com a ótica de quem teve a experiência. O mais legal disso é ver como um mesmo destino pode ter experiências diferentes na ótica de cada um. Por exemplo: para uma pessoa, a melhor foto do Cristo Redentor pode ser tirada mostrando toda a imagem dele, para outro pode ser o visual de cima (o olhar do Cristo). Isso tem trazido ótimos resultados de interação na página e cada vez mais usuários estão enviando suas imagens com a hashtag do #mtur para ter sua foto divulgada.



Os clientes estão cada vez mais compartilhando suas opiniões e seus desejos nas redes sociais e nos sites. Agora é função das empresas se organizaram para incentivar a participação de seus clientes, conseguir coletar esses dados e analisar o que pode melhorar em seus processos ou o seu produto.


Por Felipe Teixeira.

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